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27/03/2025

HSFA se destaca no cuidado com o AVC e lidera mobilização regional com certificações internacionais e ações educativas

Região pode ser a 1ª do planeta a ganhar certificado internacional.

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O Hospital São Francisco de Assis (HSFA) reuniu ontem (26) os prefeitos, gestores de saúde e de educação dos oito municípios que compõem a Região 6 de Saúde — Parobé, Taquara, Três Coroas, São Francisco de Paula, Cambará do Sul, Igrejinha, Rolante e Riozinho — para discutir a principal causa de morte e incapacidades no Brasil: o Acidente Vascular Cerebral (AVC).

O HSFA deu um passo decisivo ao se habilitar como Centro de AVC Tipo 3, tornando-se referência para esses municípios. Desde setembro de 2024, a nova equipe de neurologia, sob a coordenação do Dr. Diógenes Zãn, atua no hospital com foco na excelência assistencial e na organização da linha de cuidado do AVC.

Uma rede de atenção estruturada

A atuação do hospital vai além da emergência. Foram estruturados protocolos clínicos e realizados treinamentos com todas as equipes assistenciais — médicos, enfermeiros, técnicos, farmacêuticos, fisioterapeutas e fonoaudiólogos —, além de capacitação para o atendimento pré-hospitalar, incluindo UPAs e SAMU. Essa mobilização integrada tem um objetivo claro: garantir atendimento rápido e eficiente ao paciente com AVC desde o primeiro sintoma até a chegada ao hospital, o que pode fazer toda a diferença entre a recuperação e uma sequela permanente.

Reconhecimento precoce salva vidas

O AVC é uma emergência médica tempo-dependente: o tratamento mais eficaz precisa ser iniciado em até 4h30 após o início dos sintomas. Por isso, identificar rapidamente os sinais da doença é essencial — não apenas para os profissionais de saúde, mas para toda a comunidade.

Para enfrentar esse desafio, o hospital está implementando o Programa Fast Heroes, uma iniciativa internacional que já transformou a realidade de dezenas de países. Criado pela Universidade da Macedônia e adotado no Brasil pela equipe do Dr. Diógenes, o projeto será implantado nas escolas da região por meio do Programa Saúde na Escola, com apoio das Secretarias Municipais de Saúde e Educação.

A proposta é simples, lúdica e eficaz: ensinar crianças a reconhecer os três principais sinais do AVC — boca torta, dificuldade para falar e dificuldade para mexer um dos lados do corpo — usando a linguagem dos super-heróis. No projeto, os avós Bruno, Simão e Fiona representam, respectivamente, braço, sorriso e fala. O netinho Tiago, atento ao tempo, é quem liga para o número mágico (SAMU 192) ao perceber que algo está errado com seus avós. O vilão? Um temido coágulo que tenta tirar os poderes dos vovôs.

No dia 10 de abril, o HSFA promoverá o primeiro grande evento regional do programa no auditório da FACCAT, com a participação de professores do ensino fundamental de diversos municípios. Eles receberão dois treinamentos: um técnico, conduzido pelo Dr. Diógenes, e outro lúdico, para aprender a aplicar o projeto em sala de aula.

Essa será a 1ª região do planeta a receber o programa, sendo o terceiro local do estado, depois dos municípios de Sapucaia do Sul e Gravataí, consolidando a expertise da equipe do IMCer na expansão de uma verdadeira cultura de prevenção ao AVC. 

Um passo rumo à certificação internacional

Com todos esses avanços — qualificação hospitalar, capacitação do SAMU, implementação do Fast Heroes e organização de toda a rede de atenção —, a Região 6 de Saúde se prepara para conquistar um importante reconhecimento internacional: a certificação Angels Region, concedida pela Angels Initiative, uma rede global que apoia hospitais e sistemas de saúde na melhoria do atendimento ao paciente com AVC.

“Nosso objetivo vai além do cuidado hospitalar: queremos garantir que toda a jornada do paciente seja eficaz e integrada. Quando isso acontece, quem ganha é a população”, afirma o Dr. Diógenes Zãn, presidente do IMCer e responsável pela neurologia do hospital.

Parobé e a Região 6 estão se tornando referência nacional na luta contra o AVC — com ciência, trabalho em rede e, agora, com a força dos heróis.


Fonte: Renata H. Ghiggi - Relações Públicas e Jornalista